Como eu comecei a me interessar por saúde mental e falar sobre gratidão?

Por que eu decidi morar nos EUA?

Eu decidi morar nos EUA por um tempo para aprimorar a minha pronúncia em inglês, ter experiências novas e conseguir um emprego em uma multinacional quando eu voltasse do intercâmbio. Bem, esse era o objetivo inicial.

Comecei a estudar inglês na adolescência e queria muito passar os meus 15 anos na Disney. Mas a minha avó era muito protetora e no ano da viagem ela colocou vários empecilhos. Fiquei super frustrada na época e depois esqueci da Disney.

Eu continuei estudando inglês em diferentes cursos (Brasas e Wizard) e eu tinha um sonho de trabalhar em uma multinacional para viajar pelo mundo.

Enquanto estava estudando Recursos Humanos eu comecei a fazer estágio no Consulado Britânico, onde eu precisava falar inglês a maior parte do tempo. Minha pronúncia em inglês era péssima porque eu só falava no curso. Então senti a necessidade de praticar o inglês com nativos e a vontade de ter uma experiência internacional começou quando eu percebi que a maioria dos funcionários do Consulado toda semana comentavam sobre viagens pelo mundo. Admirava as histórias contadas e pensava que um dia eu faria o mesmo. Teria um trabalho onde me facilitaria viajar e ter experiências incríveis.

Criada pela minha avó, que veio de uma família humilde e leiga em relação à vida internacional, eu tive que pesquisar tudo sozinha. Achei uma feira de intercâmbio que ia acontecer no shopping da zona sul do Rio de Janeiro. Fiquei encantada com o tanto de agência e oportunidades. Descobri um mundo paralelo que eu não fazia ideia que existia através do intercâmbio.

Entrei em contato com a agência que eu mais gostei para obter mais informações e as vantagens de cada país. Fiz questão de ler as recomendações de pessoas que utilizaram a agência e tiveram um feedback positivo.
Embora tenha visto oportunidades na Inglaterra, na Australia, no Canadá e outros países da Europa, eu sempre quis conhecer os EUA por causa dos filmes. Então eu não pensei duas vezes em escolher fazer o intercâmbio aqui; eu só não tinha definido qual seria o estado.

Eu sabia que não teria o apoio financeiro da minha avó nesse meu sonho porque ela não queria que eu fosse para fora do país por medo e proteção. Então eu não tive a opção de fazer um intercâmbio apenas para estudar inglês. Eu tive que procurar um intercâmbio que me desse a possibilidade de trabalhar para me manter enquanto estivesse fora do país. Juntei dinheiro por algum tempo e solicitei um empréstimo para finalizar o pagamento com a agência que fez todo o processo do visto e facilitou bastante a minha vida. A agência também tinha uma comunidade nas redes sócias e promovia eventos para os estudantes trocarem experiência. Fiz amizade e acabei vindo com um amigo que até hoje é meu BFF (Best Friend Forever).

Em 2008 eu cheguei em Nova York e fui trabalhar na estação de ski no interior do estado como Operadora de Teleférico. Detalhe que eu nunca tinha andado de teleférico antes, mas eles deram treinamento.

Minha primeira viagem fora do país, meu primeiro contanto com a neve e a primeira vez que eu tive que falar com nativos da língua.

Pensando hoje, eu tenho muito orgulho da minha decisão. Tive medo, muito medo, de deixar a minha avó e meus amigos no Brasil. Mas precisava viver uma experiência internacional e ser independente.

Sem dúvidas eu não me arrependo de ter decidido morar fora do país. Foi um plano executado com muito sucesso, onde eu fiz novas amizades, aprimorei o inglês, paguei contas, experimentei outras comidas, tomei decisões, conheci pessoas incríveis de culturas diferentes, enfrentei meus maiores medos e cresci emocionalmente.

Eu faria tudo de novo e acho que todo mundo que tem vontade de morar fora do país deveria viver essa experiência.

 
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